O artigo expõe as novas tecnologias que já estão sendo utilizadas no agronegócio brasileiro, relacionadas à produção agrícola em quatro áreas principais que estão remodelando a produção e transformando a agricultura com mais produtividade e novos modelos eficientes de produção, para atender a demanda global por alimentos e energia nos próximos 30 anos conforme o relatório da FAO:
Tecnologias alavancando a produção agrícola:
- Os sensores: auxiliam a agricultura, permitindo a rastreabilidade em tempo real e o diagnóstico das condições das colheitas, pecuária e máquinas agrícolas.
- Os alimentos: podem se beneficiar diretamente da adaptação genética e, potencialmente, da produção de carne diretamente em laboratório.
- A automação: ajudará a agricultura por meio de robôs e micro robôs em grande escala para verificar e manter as lavouras livres de pragas e doenças propiciando uma lavoura saudável.
- Engenharia: envolve tecnologias que estendem o alcance da agricultura a novos meios, novas áreas de produção agrícola como foi o caso do cerrado brasileiro e novas áreas da economia. De particular interesse será a biologia sintética, que permite reprogramar eficientemente a vida unicelular para produzir combustíveis, subprodutos acessíveis a partir da química orgânica e de dispositivos inteligentes.
1) Sensores de clima e solo
Adições fundamentais para a Agricultura 4.0 automatizada, esses sensores permitem uma visão em tempo real das condições atuais das fazendas. Sensores de cultivo: em vez de prescrever fertilização de campo antes da aplicação, os sensores de cultura de alta resolução informam ao equipamento de aplicação as quantidades corretas necessárias. Sensores óticos ou drones são capazes de identificar a saúde da cultura em todo o talhão (por exemplo, usando luz infravermelha). Sensores de saúde infra estrutural: Podem ser usados para monitorar vibrações e condições técnicas dos equipamentos da fábrica de açúcar, na destilaria e nas fazendas. Juntamente com uma rede inteligente, esses sensores poderiam fornecer informações relevantes a gestão e manutenção das máquinas e equipamentos e colhedoras.
Ainda uma tecnologia com valor elevado para a maioria dos produtores brasileiros, mas como toda tecnologia o valor do investimento tende a cair no curto prazo com a entrada de novos “player” e startup.
Biometria do gado: Os colares com GPS, RFID e biometria podem identificar e transmitir automaticamente informações vitais sobre o gado em tempo real. Esta tecnologia já está implementada em grande parte nos produtores brasileiros.
2) Alimentos geneticamente projetados
A criação de cepas inteiramente novas de animais e plantas de alimentos, a fim de atender melhor às necessidades biológicas e fisiológicas. Um afastamento do alimento geneticamente modificado, o projeto seria desenvolvido a partir do zero.
Carne in vitro: Também conhecida como carne cultivada ou tubérculo, é um produto de carne que nunca fez parte de um animal vivo e completo. Vários projetos de pesquisa atuais estão cultivando carne in vitro experimentalmente, embora nenhuma carne tenha sido produzida para consumo público.
3) Automação
Controle de faixa de taxa variável: Com base nas tecnologias de geolocalização existentes, o futuro controle de faixa poderia economizar em sementes, minerais, fertilizantes e herbicidas, reduzindo a sobreposição de insumos. Ao pré-computar a forma do campo onde os insumos devem ser usados, e entendendo a produtividade relativa de diferentes áreas do campo, tratores podem aplicar insumos processualmente a taxas variáveis em todo o campo.
Reprodução seletiva de iteração rápida: A próxima geração de reprodução seletiva em que o resultado final é analisado quantitativamente e as melhorias são sugeridas por algoritmos.
Robôs Agrícolas: são usados para automatizar processos agrícolas, como colheita, aragem, manutenção de solo, capina, plantio, irrigação, etc.
Agricultura de precisão: Manejo agrícola baseado na observação (e na resposta) variações intracampo. Com imagens de satélite e sensores avançados, os agricultores podem otimizar retornos de insumos, preservando recursos em escalas cada vez maiores. O entendimento adicional da variabilidade da cultura, dados meteorológicos geolocalizados e sensores precisos permiti a melhoria da tomada de decisões automatizadas e técnicas complementares de plantio. Um forte aliado na redução dos custos agrícolas no médio prazo.
Enxames de fazendas robóticas: A combinação hipotética de dezenas ou centenas de robôs agrícolas com milhares de sensores microscópicos, que juntos monitorariam, previam, cultivavam e extraíam culturas da terra com praticamente nenhuma intervenção humana. Implementações de pequena escala já estão no horizonte.
Engenharia: Sistemas ecológicos fechados, ecossistemas que não dependem da troca de matéria fora do sistema. Esses ecossistemas fechados, teoricamente, transformariam os resíduos em oxigênio, comida e água, a fim de sustentar formas de vida que habitam o sistema. Tais sistemas já existem em pequenas escalas, mas as limitações tecnológicas existentes os impedem de avançar.
Biologia sintética: A programação de biologia usando peças padronizadas como um programa de computadores integrados a bibliotecas padronizadas. Inclui a ampla redefinição e expansão da biotecnologia, com os objetivos finais de projetar, construir e compor sistemas biológicos projetados que processam informações, manipulam produtos químicos, fabricam materiais e estruturas, produzem energia, fornecem alimentos, mantêm e melhoram a saúde humana e o meio ambiente.
Fazendas verticais: Uma extensão natural da agricultura urbana, fazendas verticais cultivariam a vida de plantas ou animais dentro de arranha-céus dedicados ou de uso misto em ambientes urbanos. Usando técnicas semelhantes às das casas de vidro, fazendas verticais podem aumentar a luz natural usando iluminação eficiente. As vantagens são inúmeras, incluindo a produção agrícola durante todo o ano, a proteção contra as intempéries, a autonomia alimentar urbana e a redução dos custos de transporte.
As novas tecnologias e agricultura de precisão além dos padrões serão os fundamentos da Gestão. Ainda não existe tecnologia que irá operar uma gestão eficiente e lucrativa. Há usinas utilizando o Watson da IBM e a produtividade da fazenda não passa de 60 t/ha. Prejuízo total mesmo com tecnologia.
O desenvolvimento mais importante em tecnologia de negócios não é uma tecnologia em si – é uma versão atualizada de sua força de trabalho, ou seja, o novo capitalismo do conhecimento.
No passado, as empresas recrutavam e contratavam funcionários com base em uma habilidade relevante.
Hoje as empresas que contratam funcionários multifacetados e ágeis que podem se adaptar rapidamente a novas tecnologias e circunstâncias são aquelas que se posicionam como líderes em seus setores. A tecnologia pode ser a força motriz por trás da mudança no campo, mas é como seus funcionários responderão a estas mudanças. Principalmente em um País que não investe em educação e empresas que não investem em treinamentos.


